Eu fui à Copa das Confederações e
senti na pele o arrepio de cantar o hino nacional até o fim em alto e bom tom.
E acompanhei em um dos jogos, o despertar do gigante do futebol. Fazia gosto de ver a beleza e a energia da festa. Mas nem
por isso e em momento algum eu ignorei ou menosprezei o que acontecia fora dos estádios. Eu respeitava ainda mais quem estava nas ruas também entoando “ó
pátria amada Brasil”. Entendi desde o início que o protesto não era contra a
seleção e muito menos contra o futebol de tantos títulos. O movimento veio para sacudir à todos e isso apenas não excluía os jogadores. E como todos podemos assistir, isso foi vital para que atletas e torcida entrassem em campo com ainda mais garra e vontade de defender o país.
Era preciso virar manchete, e
virou, as páginas estamparam o Brasil, seja fora ou dentro do cordão de isolamento. Em quinze dias foi
difícil encontrar um dia em que o país não tenha sido citado nos noticiários do mundo
todo. As caras pintadas, a luta por direitos e a vontade de recuperar o
respeito dos adversários estampavam as manchetes nacionais e internacionais. O
povo lutava contra o sistema buscando que os representantes reconhecessem a
importância de ouvi-los para o bom funcionamento da democracia. E a seleção
ambicionava honrar a tradição no futebol.
Fui ao estádio sim, paguei pelo
ingresso e obedeci às normas da FIFA. A
Copa das Confederações e a Copa do Mundo não escolheram o Brasil como sede,
fomos nós que fizemos campanha e optamos por ambos. Porém não há como condenar os protestos contra os altos investimentos para receber tais eventos. O fato é que, para mim, quem erra não
são os visitantes e sim os anfitriões que não sabem preparar a casa sem
esconder as sujeiras debaixo do gramado.
Foi indescritível a sensação de
participar da Copa das Confederações. Vesti a camisa, cheguei mais cedo ao
estádio, tirei foto lembrança, conferi estandes de patrocinadores, comi o
tradicional tropeiro, fiz amizade com desconhecidos, usei peruca verde e me vesti
com a bandeira do Brasil. Gritei até a voz falhar. Eu gosto de
futebol e admiro a seleção. É legal acompanhar o que o espírito seguro, paternal e tradicional do Felipão é capaz de fazer com a equipe. Sou fã dos bons dribles e da história de muitos jogadores.Sou adepta da ideia da
imposição de ordem e normas dentro de um grupo para que se alcance o sucesso
e admiração. Não ia perder a oportunidade de acompanhar isso de perto.
Vencemos em campo e podemos vencer nas ruas. Não tenho raiva da FIFA e sim, daqueles que não sabem fazer as
coisas direito e com honestidade. Pelo contrário, a federação serve para mim como inspiração para que a luta não termine, uma vez que ela conseguiu o que a gente não consegue do nosso país: organização, segurança, capacidade produtiva, altos investimentos financeiros e por aí vai.
Maravilhosas palavras!
ResponderExcluir#parabens!
A visão de que todos nos precisamos ter!